mardi 8 juillet 2008

Ria Envia

Você conhece Burkina Faso ? Ja ouviu falar do Takha ? Conhece mais de uma cidade em paises como Bangladesh, Costa do Marfin ou Senegal ? Sabe quanto esta valendo o euro na colombia ?

Se você responder a uma destas perguntas, das duas uma, ou você faz parte do 0,000000001% da população brasileira que consegue enchergar no mapa do globo algo mais que Europa e E.U.A ou esta no mesmo segmento que estou hoje.

Trabalho numa empresa criada nos E.U.A na decada de 80 com a finalidade de enviar para américa central, o dinheiro dos imigrantes latinos residentes nos Estados Unidos. O negocio deu tão certo que hoje estamos presentes em mais de 20 paises e fazemos envios para quase todo o planeta. Somos o numero dois no mercado, atras apenas da Wester Union. Nosso resultado esta em fazer o cambio entre as moedas, ja que trocamos dinheiro local por dinheiro do pais do cliente, mas este sera sempre pago no pais estrangeiro. também ganhamos com a taxa do serviço que varia de acordo com a quantidade enviada. Na maioria dos paises, o dinheiro estara disponivel em menos de uma hora.


No meu dia a dia falo com pessoas do mundo todo, o que da uma troca cultural bastante interessante. Diante de mim diariamente passam arabes com seus turbantes e sua mulheres com seus véus, africanos com seus roupões que mais parecem pijamões coloridos, bolivianos com suas caras de indio, e é claro, brasileiros com suas caras de todo tipo. Curiosos no aspecto visual, mas muito mais ricos em seu aspecto cultural, olhando tanta gente, começo a entender e refletir um pouco mais sobre o sentido de nossa cultura, de onde viemos, porque nosso pais esta de uma tal maneira, porque o pais deles esta de tal maneira, comparo, penso. Agente aprende muito observando outros povos.

Devido a clientela multi cultural, temos também que ter uma equipe multi cultural e cada agência tem um time internacional de colaboradores. Na agência que trabalho estão representados Brasil, Senegal, Espanha, França, Colômbia, Bangladesh e Marrocos. Somos cristão, islâmicos, ateus, espiritas, todos convivendo em harmônia e com frequência discutindo os mais variados assuntos.

Ontem, meu colega do Bangladesh, estava falando do quanto seu pais sofreu nas mãos do Pakistão quando estavam lutando pela independência. Morreram mais de 4 milhões de bangladeshianos na década de 70 mas eles conseguiram a independência. Hoje, seus problemas são outros, e o poder politico se alterna entre duas mulheres, de partidos diferentes, que detêm as midias e as duas maiores fortunas do pais (bem diferente do Brasil não acham -rs- vide Maranhão, Alagoas). Mas esta é apenas uma das muitas historias que ouço de meus colegas e pretendo escrever um post somente sobre estas historias. Alias, farei desta forma, dividirei os posts relacionados a meu trabalho, por assunto, asim a leitura nao fica tão cansativa e consigo registrar tudo.

Até mais, onde contarei um pouco sobre...(???).

obs: Burkina Faso não é uma peça de motor é um pais do continente africano. Takha não é uma dança tipo macarena é a moeda corrente em Bangladesh. No Bangladesh temos Dahka e Sylhet, na Costa do Marfin temos Daloa e Abidjan e no Senegal temos a famosa Dakar e Rufisque (entre outras cidades é claro). O euro esta valendo 2731 pesos colombianos.

dimanche 22 juin 2008

FÊTE DE LA MUSIQUE

Em 1981 o diretor de musica e dansa da secretara de cultura de Paris Maurice Fleuret, resolveu convidar todos os musicos de Paris, sejam eles amadores, profissionais ou de chuveiro, a sair de suas casas e tocar pelas ruas durante meia hora, entre 20:30 e 21 hs do dia 21 de junho, primeiro dia da melhor de todas as estações (VERÃOOOOO). O sucesso foi imediato.
Vinte sete anos depois a festa da musica se expandiu pelo planeta e aqui é uma celebradissima festa nacional.
Ontem tive a oportunidade de usufruir de minha primeira festa da musica. Foi incrivel !!!!
Para vocês sentirem o clima, seria mais ou menos como um carnaval de rua de cidade do interior (mas com variedade musical) ou ainda uma festa de final de ano em copacabana. As ruas lotadas, gente indo e vindo, amigos reunidos, familias...e musica, muita musica. O negocio chega a ser meio sem noção (no otimo sentido) porque você esta andando numa rua e ouvindo um grupo indigena tocar e dançar, ouve os chocalhos e batuques e conforme você anda mais os batuques se misturam com guitarras elétricas e baterias nervosas, ai os chocalhos e batuques desaparecem, fica o rock mas ai você anda mais um pouco e começa a ouvir o putz putz da musica eletrônica. A cidade fica um caldeirão musical insano.
Antes de sair do trabalho e curtir a noite, que alias estava linda com o sol que persite até as 22:30, busquei no site oficial da festa, eventos relacionados ao meu estilo de musica que estivessem ocorrendo em Paris (a pesquisa se abrange a todas as regiões da França) e so na cidade tinha mais de 100 opções de show de rock. O problema foi escolher mas acabei indo para St germain dés prés e região do Chatelet, ambas centrais e cheia de turistas. Tava muito legal e em alguns lugares tinha banda tocando uma de cada lado da rua ao mesmo tempo.
A unica coisa ruim da festa é ter que ralar para encontrar um bar que venda uma cerveja a €5 (sim, este é o melhor preço). Deu até saudade dos vendedres ambulantes com seus isopores encardidos, vendendo skol a um-i-cinquenta. Aqui é caro ficar bebado rs rs.
Apesar do trânsito de pedestres, carros, sirenes tudo correu bem e eu so vi uma briga ja naquela hora de "final de feira" geralmente propicia para todo tipo de babaca aparecer.
Apos a festa, penso que o verão chegou, vou esquecer minhas blusas de frio pelos proximos três meses e qualquer coisa e mando aquele abraço e meus sinceros agradecimentos para o Maurice que com sua idéia fez toda a diferença na vida de milhões de pessoas.

jeudi 29 mai 2008

Sentindo na pele

Todo mundo tem uma rotina de vida e eu tabém tenho a minha. Acordar cedo, pegar o metrô e ir a aula, sair da aula pegar metrô e ir almoçar, depois, trabalho. Mas um dia, não sei porque, resolvi acordar cedo, pegar o metrô e ir a aula, sair da aula pegar uma bicicleta e ir almoçar, depois, trabalho.

O tempo nao estava bom, mas eu quis inventar e peguei o velib (bicicletas publicas de Paris) e sai pedalando depois da aula. Sai lendo as placas meio perdido, pois normalmente ando debaixo da terra e não sabia por onde estava indo, fui fazendo o caminho das estações.


Admirado com as novos cantos de Paris, ventinho frio na cara, contente, não notei que uma chuva estava se formando, pois como em São Paulo, o tempo aqui em Paris é meio doido, e derrepente começam a cair os pingos. Bem a contra gosto, tive que estacionar a magrela, afinal tava indo para o trabalho e chegar que nem um pinto molhado não ia ser legal. Entrei na primeira estação do metrô que vi pela frente, Bonne Nouvelle, linha 8. Apesar do horario não ser de pico (11 e 12hs) o metrô estava cheio. Fiquei de pé, uma velhinha de uns 80 anos de um lado, do outro, um adolescente com uma raquete de tênis, espalhados pelo vagão, crianças, mulheres, arabes, africanos...toda a galera parisiense tava la, rumo a proxima estação, Grands Boulevards, onde aconteceu algo ultra, mega sinistro comigo. Logo no momento que o trem estava parando, uma explosão enorme, de dar medo.
No reflexo olhei para a frente e vi uma bola de fogo avançando do lado de fora no vagão da frente e muita, muita fumaça. Fudeu, é bomba de atentado terrorista !!!

Gritaria e panico geral todo mundo, como se fosse uma ola de torcida organizada, se jogou no chão. Por frieza ou por lerdeza, instintivamente, fiquei do mesmo jeito que estava e apenas dei uma flexionada nos joelhos como quando agente se prepara para correr ou toma um susto. Numa fração de segundos pensei em duas coisas: 1° a sensação fodissima de estar sendo vitima de um atentado a bomba, medo e 2° percebi que o efeito da bomba não tinha chego até mim e que eu não tinha morrido.

No desespero tentamos abrir a porta como sempre fazemos, apertando o botãosinho (aqui na maioria dos trens a abertura é feita pelo passageiro) mas elas estavam travadas e com o empurra empurra para sair (nesta hora se você vacilar sobrevive a bomba mas morre pisoteado) somado ao pânico ninguém lembra da porra da chave de emergência, mas alguém berrou este procedimento e conseguimos abrir. Juro para vocês, quando a porta abriu não foram seres humanos que sairam daquele vagão, foram elefantes insanos. Ninguém quis saber de nada além de gritar e correr. O tenista deixou a raquete no caminho, a velhinha coitada, foi a primeira a cair e os que vinham atras dela pareciam dominos tropeçando sobre ela e nela. Imaginem que tava num trem de 4 vagoes com 16 portas se abrindo ao mesmo tempo, a manada de loucos tava enorme mas o que mais assustava era a gritaria misturada com a fumaça e a duvida de se alguém tinha morrido.


Eu sempre tive vontade de ser heroi e neste dia percebi que eu levo jeito para isso pois enquanto todo mundo corria, parei para ajudar a vovo a se levantar, depois peguei a raquete do garoto meio que com a intenção de entrega-la, afinal ele estava perto de mim, mas o muleque correu tão rapido que no curto tempo de abaixar, pegar a raquete e olha para a fente para entrega-lo ele tinha sumido e creio que verei ele nos 100 mts de Pekim este ano.

Empolgado com o momento heroi, fui em direção a fumaça mas logo caiu a fixa de que uma outra explosão poderia acontecer e resolvi mudar a direçao e recuar. Na mesma hora saindo do meio da névoa, veio um funcionario do metro, creio que o maquinista, pedir para que deixassemos o lugar (como se precisasse). No caminho para a rua, so ouvi choro e pessoas desmaiadas e outras tentando se acalmar. Ja do lado de fora, curiosamente, a primeira coisa que todo mundo fez foi pegar o telefone e ligar para alguém e contar o que aconteceu.

A caminho do trabalho ao som de sirenes e com vai e vem de ambulâncias, minha cabeça estava cheia de pensamentos: o azar de estar naquele lugar que nunca estou normalmente, o perigo de estar num pais que tem tropas no Afeganistão e que sofre com ameaças de bomba diariamente, as imagens, as pessoas e suas reações, as minhas reações e principalmente a forte lembrança do pavor de estar sendo vitima de um atentado, esta sensação, nunca esquecerei.

No trabalho, depois de contar a historia, meu colega espanhol disse que um dia antes tinha sido o aniversario do atentado de Madri, 11/03.

A noite apos o trabalho, voltei a estação para entregar a raquete no achados e perdidos. Aproveitei para perguntar a funcionaria o que tinha acontecido. Ela disse que foi realmente um grande problema mas de origem técnica, nada além de uma explosão de curto circuito. Sem vitimas, sem feridos sem bombas. Como o metrô de Paris tem mais de 100 anos, as instalações elétricas estão velhas e ultrapassadas e os curtos circuitos são frequentes e neste caso, um grande curto circuito tinha ocorrido.

Durante a noite e o dia seguinte, procurei noticias pelos jornais e internet e não encontrei nenhuma linha dedicada ao assunto, ou seja, a maior explosão que eu ja vi não foi nada.

jeudi 22 mai 2008

As minhas melhores canções Francesas

Uma vez me perguntaram qual era a melhor cantora/cantor do Brasil. Tive muita dificuldade em dizer mas acabei optando pela Ivete Sangalo. Com seu carisma, super astral, belas canções, linda demais, na minha opinião uma artista nata. Mas e aqui na França, o que eles tem de melhor ?
Responder esta pergunta não é apenas uma questão de saber qual é o ultimo hit do momento, mas conhecer o que toca o coração de um povo também. Não é a toa que no Brasil se houve tanta batucada, tem uma explicação para isso (não sei ao certo qual) e creio que a musica reflete o carater de uma nação. Aqui sinto que as musicas tem um cunho bem introspectivo, viceral, sei la, posso estar viajando ou olhando para aquilo que me chama a atenção mas é esta minha impressão. E claro, tô falando do que faz sucesso, pois aqui também tem Tiririca, é o Tchan ou o Créu, digo, na varsão la francesa.

Sai perguntando por ai, baixando um monte de musica, e pouco a pouco tô conhecendo o que eles tem de bom. O engraçado é que quando agente faz este tipo de pesquisa, acaba escutando coisas que não tem muito haver com agente, afinal, a informação de "coisa boa" dada por um senhor de 70 anos é completamente diferente daquela dada por uma garota de 18. Comparando, se fosse no Brasil, e eu um estrangeiro por la, alguém poderia recomendar Vando, Roberto Carlos ou Agnaldo Rayol, e eu, mal informado de tudo, baixaria as musicas e escutaria uma por uma. Então agente perde um pouco de tempo mas as pérolas começam a aparecer e elenquei algumas delas aqui neste poste.
Bom saber que ja conheço o suficiente para dizer que tenho minha banda preferida e ela se chama INDOCHINE. São uma mistura de Dire Straits com Smiths, e fizeram muito sucesso na década de 80 e mandam muitissimo bem.

Na minha opinião, em canções românticas os franceses tem uma otima sonoridade e compara-los com os Italianos, diria que ambos são bons com seus sotaques completamente distintos.

Não se trata de um ranking das melhores mas sim uma amostra do que existe por aqui. Claro que tem muito mais coisa boa, é claro, mas.....tai uma pequena amostra. Tentem escutar, vale a pena e se quiserem dicas, escrevam me.

Bisus.


Charles Aznavour - J'avais 20 ans.


France Gall - Ella, elle L.A (a melhor versão é ao vivo com Michel Berger).
Zazie - L'ange Blessé

Patrick Fiori - 4 mots sur un piano

http://www.youtube.com/watch?v=rex54EGM_3Q

Vanessa Paradis - Pourtant

http://www.youtube.com/watch?v=y1YHgfhYcTo

Superbus - Butterfly

http://www.youtube.com/watch?v=szbFNPNU2Ok&feature=related

Indochine - J'ai demandé a la lune

http://www.youtube.com/watch?v=qfmGedNG1E8&feature=related

Axel Bauer e Zazie

http://www.youtube.com/watch?v=IB-HdMudR3o

NZH - Princess

http://www.youtube.com/watch?v=f5LPJ6AInHw

Corneille - D'amour et d'amitié

http://www.youtube.com/watch?v=ZZfydY5YqEU

L'affaire Trio - Mobilis in Mobile

http://www.youtube.com/watch?v=K84o74exDCc

Tryo - Desolé pour hier soir

http://www.youtube.com/watch?v=ZdmMna-pfpY




jeudi 3 avril 2008

Um ano de França


Primeiro vem a possibilidade de vir. A idéia parecia bem distante. Ai agente comenta com a familia, com os amigos. Olhares surpresos e perguntas do tipo: você vai mesmo ? você tem coragem ? E seu trabalho ? e agente ? O que você vai fazer la ?

Ai veio o bota fora com os amigos, eu fazendo as malas, familia no aeroporto, despedidas......

Depois a chegada num abiente completamente diferente, a via sacra da documentação, a procura de trabalho, as surras nas aulas de francês, os milhares de kilometros percorridos em metrô, bicicleta, RER, as descobertas culturais, as surpresas e ca estou eu a UM ANO.

365 dias depois posso dizer que a sensação mais marcante para mim neste dia de "aniversario" é de uma grande felicidade e prazer em fazer novas descobertas todos os dias, coisa que faz a vida ser muito mais empolgante.

Em conversas com outros "turistas" daqui, partilhamos a mesma opinião de que 1 Ano é o tempo necessario para que as coisas comecem a acontecer, para que agente comece a ter um pouco de prazer e menos frustrações no dia dia. Creio que devido a fluência no idioma que começa a surgir, agente se sente mais inserido no contexto do pais e na rotina da cidade.

Encontramos trabalhos melhores, nos informamos melhor, compreendemos as caracteristicas da cultura, comparamos com as nossas, tiramos o que tem de bom, aplicamos na nossa vida e assim vai se consolidando a tal evolução cultural. Evolução cultural muito mais perceptivel quanto, como ja disseram alguns que retornaram ao Brasil, quando retornarmos ao nosso pais. Claro que nem tudo é um mar de rosas. A vida para a maioria dos imigrantes que estão aqui não é nada facil e muitos em situação melhor que a minha reclamam muito mais, mas na verdade a sensação de felicidade vai muito de quem a observa. Muitos reparam somente o que não tem e esquecem de olhar as possibilidades que tem a frente . Eu mesmo nos meus 8 primeiros meses, posso dizer que tive dias dificeis. Durante 3 meses, fiquei em casa sem fazer nada por causa do meu visto, depois, no meu primeiro emprego, trabalhei num ambiente emocional e cultural nada interessante mas nunca cogitei de voltar ou tive arrependimentos. Os dias passam e com perseverança, dedicação e fé, as coisas começam a acontecer.

Um ano também é um momento em que você ja começa a ter um bom circulo de amisades e aquilo que mais te faltava do seu pais, ja não incomoda como antes (a exceção da picanha, maminha e linguiça Ceara). Claro que a saudade anda conosco o tempo inteiro, até porque em nenhum lugar do mundo verei crianças crescerem como os meus sobrinhos estao crescendo e nem terei casamentos de amigos como os que estão no Brasil, mas, começamos a ter novas historias e novas lembranças com novas pessoas tão especiais quanto os da terrinha e isso também é muito gratificante .
Mas um ano, apesar da força da expressão, é poco poco e tenho muita coisa ainda pela frente. Na lista de desafios estão o MBA, boas viagens, crescimento material e cultural e fluêcia ainda melhor em idioma(s).

Espero ter entusiasmo para escrever aqui no proximo aniversario de 2 anos, e que eu esteja feliz como estou hoje. Ja tenho os objetivos, alguns projetos e muita paixão para ir atras. Depois conto no que deu e se quiserem saber é so me escrever.

Um abraço.

lundi 25 février 2008

Sarkozy - O presidente marrentinho.

Imaginem um presidente da republica com um estilo Romario de ser. Este é Sarkosy, presidente da França com sua lingua solta, ao contrario do nosso craque que tem a lingua presa.

Este estilo tem lhe trazido problemas de popularidade que ja caiu 11 pontos desde que ele assumiu o posto a pouco menos de uma ano. O problema esta em grande parte a sua postura nada convencional para um presidente.

Seus defensores dizem que ele se comporta como um ser humano qualquer e que ao contrario de seus predecessores, não se esforça em manter aparências e ter em si toda aquela pompa caracteristica de chefe de estado. Deste ponto de vista, acho bom ele ser o que ele é, autêntico pois tudo que ele faz, outras pessoas comuns fariam. O problema é que em funçao de ter um estilo diferente, seus atos estão sempre nas revistas "Caras" e "Ti ti ti" daqui e ele fica mais exposto pela vida pessoal que pela vida politica. Isso tem cançado os franceses, sempre tão politizados, mas ao mesmo tempo mostra que aqui eles também adoram uma fofoca (como nos, terceromundistas).

Particularmente, sou muito mais o Sarko ao Lula, por um motivo: ele da a cara a bater e nunca vai dizer que "não sabia de nada" como faz nosso barbudo. O Sarko chama a responsabilidade para si.

Mas o que o marrentinho faz para ter esta fama ? Abaixo vou citar os episodios mais conhecidos que fizeram dele a capa de muitas revistas e jornais além de detonar com seu Ibope.

- na época em que era ministro do interior e explodiram nas ruas manifestações por parte dos "excluidos" Sarkozy foi a publico chamar os manifestantes de racailles (racaia). Seria como se a Dima Roussef dissesse que na favela so tem vagabundo. Isso pegou mal demais e nunca atearam fogo a tantos carros como nesta epoca.

- dois meses depois de se eleger presidente, separou da esposa. Vocês ja viram algum presidente se divorciar em pleno mandato ?
- três meses depois e divorciar-se, viaja com sua nova namorada, a ex modelo e cantora Carla Bruni, mais jovem que a ex, bela, para o Egito. Um mes depois se casam em cerimona discreta. Ja viram um presidente casando ? E pior, apenas a alguns meses depois do divorcio ?

- em entrevista ao 60 minutes, programa da CBS americana, chamou a entrevistadora de Imbecil por ela ter feito perguntas sobre seu divorcio.

-bate bocas com cidadaos comuns é uma rotina. Como disse antes, francês tem por esporte nacional ser cri cri, contestador, chato e se no Brasil a primeira atitude de um individuo que esta perto de uma autoridade publica é a de estender a mão e sorrir (na maioria), aqui é de fazer perguntas e debater. Sarkozy comumente encara estes debates inusitados e sempre diante das cameras, tem conversas acaloradas com pessoas comuns. Eu acho o maximo. Dias destes ele estava numa vila de pescadores para discutir soluções para estes trabalhadores que estão vivendo momentos econômicos dificeis , quando do alto de um barco vem um grande grito "cuzããããããooooooooooo". Qualquer politico teria fingido que não escutou, mas o marrentinho não. Parou a comitiva e perguntou quem tinha dito aquilo. Vem aqui dizer isso na minha cara !!!! O pescador afinou quando viu os 532 seguranças atras do nanico.

- a ultima "treta"que tive noticia aconteceu esta semana, na feira agricola de Paris. Andando no meio da multidão do evento, distribuindo sorrizos e cumprimentos, Sarko esbarrou num cara que, diante das cameras, e representando o esporte mais praticada aqui, disse: não encoste em mim, você vai me sujar !!! Agora, o que vocês responderiam a um fdp destes ? Sarko, diante das cameras não pensou duas vezes: Sai daqui seu pobre coitado.












Numa época de queda de popularidade e num pais que tem horror a lideranças esnobes (decaptaram uma rainha) a midia caiu matando e dizem agora que o poder subiu a cabeça do homem.

Aqui o presidente pode se reeleger, mas ninguém esta discutindo a reeleiçao ainda. No Brasil o Lula mal foi reeleito e ja estavam falando de sucessor. Não escutei comentarios sobre reeleição mas a impressão que tenho é que se ela acontecesse hoje, ele não levaria. Da minha parte, votaria nele se pudesse pois ele tem acima de tudo a intenção de modernizar o pais, que apesar de ser um dos mais ricos do mundo, esta levando uma surra de seus vizinhos alemães e ingleses quando o negocio é produtividade e desenvolvimento economico e boa parte deste atraso se deve a uma ditadura existente aqui na França, a Ditadura dos sindicatos e Sarko tem muitos inimigos em função de questionar o status quo destas intituiçoes na França.

Vamos ver as cenas dos proximos capitulos para saber se seus estilo autêntico deu certo ou não e so saberemos isso daqui a alguns anos, nas eleições.

Au revoir.

mercredi 30 janvier 2008

Balé de Rua

Os mineiros são mesmo "come-quietos". Ja ouvi falar de Maracatu no Nordeste, Samba da mangueira no RJ, Bumba meu boi no Norte, Axé na Bahia, Pagode em SP, e em Minas Gerais qual é o ritmo mais conhecido, você saberia dizer ?
Pois é advinhem quem esta se apresentando com muito sucesso aqui em Paris ? Os mineiros do Balé de Rua, de Uberlândia com uma apresentação que mostra a influencia da Africa em nosso pais e os generos derivados desta miscigenação. Eles não apresentam um ritmo especifico mineiro mas sim muitos dos ritmos do Brasil.
Com muita dança, muita musica, batucada, efeitos visuais, expressão corporal e alegria eles dão o show e enchem os olhos e ouvidos do publico divulgando nosso jeito aqui no pais da baguete.

O teatro tava completamente lotado e o publico gostou muito. Eles farão uma turnê pela França depois que encerrarem as apresentações aqui em Paris. Estão dando este giro por aqui ja pela segunda vez e assim como o Grupo Corpo, também de Minas, fazem sempre bastante sucesso e recebem boas criticas.

Eu fui e gostei bastante principalmente por não ter aquele velho e ultrapassado apelo da mulata rebolando semi nua. Outra coisa boa foi ter lembrado do Brasil sempre que andava pelo metro ou pelas ruas, ja que fizeram muita propaganda do evento.

Até mais.